Telefones da Grande São Paulo devem passar a ter dez números neste ano

Entidades de defesa do consumidor como a Proteste e a Indec Telecom (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor em Telecomunicações) enviaram um ofício à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) pedindo que o órgão suspenda o processo de mudanças nos números de celular em São Paulo.

O período de coleta de contribuições para a consulta pública sobre o assunto termina nesta quarta-feira (21). Pela proposta da agência, seria criado um novo código de DDD para a cidade de São Paulo. O objetivo é duplicar o número de linhas disponíveis na capital, já que os números atrelados ao DDD 11 deve se esgotar até o fim de outubro.

Para garantir a oferta números para a telefonia celular na área 11, que abrange a região metropolitana de São Paulo, a agência propõe a criação do código de área 10 sobreposto à área 11 e a preparação das redes móveis para uma possível ampliação de oito para nove dígitos no número dos telefones celulares.

Depois da mudança, para fazer uma ligação para os atuais celulares, a pessoa deverá discar 11 e o número antigo. Para chamar os celulares adquiridos a partir da alteração, será necessário discar 10 e outros oito dígitos. Na hora de dar o número para um cliente ou amigo, por exemplo, a pessoa terá de informar os dez dígitos de seu telefone.

Entretanto, de acordo com as entidades, que incluem a AET (Associação de Engenheiros de Telecomunicações) e a Telcomp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas), são necessários mais estudos sobre o assunto. O ofício diz que a Anatel “não apresentou nenhum estudo técnico capaz de respaldar a alegada urgência”.

– Entre a documentação disponibilizada à sociedade para que sejam feitas as contribuições, na consulta pública também não se encontram estudos de impacto regulatório econômico e social relativos aos possíveis efeitos da implantação das alternativas apresentadas pela agência. Para as entidades, a melhor solução seria promover a mudança a nível nacional. E com duração maior do que a prevista.

No ofício, as entidades questionam o número de linhas de telefone que estão habilitadas, mas fora de uso, e a quantidade de chips distribuídos pelas operadoras e não estão em operação.

– As entidades avaliam que a solução apresentada pela Anatel, além de ter a implantação prevista para curtíssimo prazo, também está prevista para durar pouco – outubro de 2015, quando novas adequações deverão ser implantadas, sujeitando os agentes do setor, operadoras e consumidores a transtornos injustificados.

Fonte: r7.com

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